Já falei aqui sobre o meu medo de escrever e compartilhar o que escrevo. Insegurança, claro. Mas outra dúvida que sempre surgia nos três anos que levei para tomar coragem foi o Tempo.
Lido bem com o Tempo que passou. Cultivo minhas histórias e meu passado. Me sinto melhor hoje do que ontem (apesar dos 20 quilos a mais). Mas com o tempo do dia-a-dia, aquele em que deveria caber trabalho, filho, família, parentes, amigos, ginástica, lazer, leituras etc. sou um desastre.
Sou reconhecidamente uma péssima amiga, daquelas que avisa "não dá pra falar..." e desliga o telefone antes de completar "...agora". Meu filho, quando quer pedir alguma coisa, aciona a avó, o pai, a tia, o primo. A mãe, só em último caso (os mais difíceis e que tomam mais tempo, claro).
A situação é tão complicada que as pessoas que me conhecem se dividem entre as que entendem e não querem tomar o meu tempo e as que se ressentem da minha falta de tempo.
Nos dois casos, estão todos distantes a menos que eu me organize e dê um jeito de arrumar tempo. E aí aparece outro problema. Será que não estou sendo inoportuna? "Você pode falar agora?" É a minha primeira pergunta quando ligo para qualquer pessoa. Claro que, com um começo como esse, não há conversa que vá adiante.
Apesar disso tudo, não desisto. Continuo acreditando na tal história de que qualidade é mais importante do que tempo. Sei que isso é um blá-blá-bla, que muitas mães como eu usam essa desculpa para justificar o pouco tempo que têm com os filhos, mas acho que vou continuar apostando nisso.
Passei os últimos dias muito enrolada. Chegava no fim do dia muito cansada. Mas a verdade é que não escrevi nem uma linha porque não sabia o que escrever.
O que estava faltando não era tempo, mas saco para lidar com as situações do dia-a-dia. Os assuntos que passaram pela minha cabeça iam transformar isso aqui em um muro de lamentações.
Se resta um consolo, acho que posso dizer que, mesmo sem tempo, de longe, preservo as coisas que gosto (blogs e pessoas).
Ah! No meio da revisão, lembrei de um outro tema que surgiu, mas eu não consegui colocar no papel: Esse blog e a Reforma Ortográfica. Fica registrado para quando sobrar tempo.
Pesquisar este blog
terça-feira, 30 de junho de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Como se tornar jornalista em 2009
Mesmo sendo jornalista e exercendo a profissão, nunca tive muita paciência para as discussões da classe. Mas essa decisão sobre o diploma de jornalismo me pegou em um momento bem sensível. Meu sobrinho decidiu fazer jornalismo e eu quase caí para trás.
Não que eu tenha nenhum tipo de arrependimento ou ache que a profissão vai acabar. Pelo contrário. Continuo acreditando no trabalho que me qualifiquei para fazer seja como repórter em um veículo de comunicação ou como assessora de comunicação (RP, para alguns) em uma agência ou empresa. O que questiono mesmo é a formação. Me formei há quase 15 anos e até hoje corro atrás do prejuízo.
Claro que muitas dessas falhas que tenho podem ser justificadas pelo excesso de autocrítica (citado em nove de cada dez entrevistas de emprego), pela minha história familiar e educacional antes da universidade e até pelas aulas que matei nos primeiros anos da faculdade. Mesmo assim, depois de alguns cursos na área de ciências sociais, de várias bibliografias lidas para provas de mestrado que nunca são feitas e de um MBA em gestão, confesso que adoraria ter 17 anos ou fôlego para encarar aos 35 uma nova graduação em ciências sociais, administração ou economia.
Alguns dos melhores jornalistas que conheço são economistas ou cientistas políticos. Talvez não fossem melhores economistas porque são jornalistas, mas com certeza são melhores jornalistas porque tiveram uma formação mais ampla e a chance de interagir com outros grupos. Afinal, com a informação disponível para todo mundo, é a formação e a capacidade de análise que diferencia os profissionais.
Se não é assim, por que nós, jornalistas, mais cedo ou mais tarde acabamos nos rendendo às pós-graduações que existem por aí? Não teria sido mais eficiente fazer o caminho inverso?
Não que eu tenha nenhum tipo de arrependimento ou ache que a profissão vai acabar. Pelo contrário. Continuo acreditando no trabalho que me qualifiquei para fazer seja como repórter em um veículo de comunicação ou como assessora de comunicação (RP, para alguns) em uma agência ou empresa. O que questiono mesmo é a formação. Me formei há quase 15 anos e até hoje corro atrás do prejuízo.
Claro que muitas dessas falhas que tenho podem ser justificadas pelo excesso de autocrítica (citado em nove de cada dez entrevistas de emprego), pela minha história familiar e educacional antes da universidade e até pelas aulas que matei nos primeiros anos da faculdade. Mesmo assim, depois de alguns cursos na área de ciências sociais, de várias bibliografias lidas para provas de mestrado que nunca são feitas e de um MBA em gestão, confesso que adoraria ter 17 anos ou fôlego para encarar aos 35 uma nova graduação em ciências sociais, administração ou economia.
Alguns dos melhores jornalistas que conheço são economistas ou cientistas políticos. Talvez não fossem melhores economistas porque são jornalistas, mas com certeza são melhores jornalistas porque tiveram uma formação mais ampla e a chance de interagir com outros grupos. Afinal, com a informação disponível para todo mundo, é a formação e a capacidade de análise que diferencia os profissionais.
Se não é assim, por que nós, jornalistas, mais cedo ou mais tarde acabamos nos rendendo às pós-graduações que existem por aí? Não teria sido mais eficiente fazer o caminho inverso?
quinta-feira, 18 de junho de 2009
A mais legal
E ela vem me dizer que eu não estou pronta para namorar. Quem disse isso? Quem perguntou alguma coisa? Tá certo que somos amigas há mais de 15 anos, que eu também dou muito palpite na vida dela (claro) e que, no fundo, acho que não estou mesmo com vontade de namorar (não a ponto de fazer nenhum esforço ou concessão). Mas o que me irritou mesmo foi saber que essa opinião não tem nada a ver com isso. O problema é que ela não gosta do cara, mas só chegou a essa conclusão quando teve certeza que ele é duro mesmo, mora mal mesmo e não há muita esperança de que isso vá mudar.
Isso é para ele ver como eu sou A MAIS LEGAL. Aturo essa pressão há quase um ano e só agora, e porque ele entrou numas de dar palpite na minha vida, desisti. Será que não dava pra me deixar ter medo de cachorro em paz? Pior que isso, só se ele tivesse dito que estou gorda.
Isso é para ele ver como eu sou A MAIS LEGAL. Aturo essa pressão há quase um ano e só agora, e porque ele entrou numas de dar palpite na minha vida, desisti. Será que não dava pra me deixar ter medo de cachorro em paz? Pior que isso, só se ele tivesse dito que estou gorda.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Pra recomeçar
Faltou dizer
que eu gostei de você
que eu tentei entender
que eu não queria esquecer
Faltou ouvir
que eu ia partir
que eu não podia pedir
que eu queria omitir
Faltou gozar
quando eu tentava amar
quando eu me arriscava a pular
quando eu não queria encarar
O amor
A dor
O rancor
que eu gostei de você
que eu tentei entender
que eu não queria esquecer
Faltou ouvir
que eu ia partir
que eu não podia pedir
que eu queria omitir
Faltou gozar
quando eu tentava amar
quando eu me arriscava a pular
quando eu não queria encarar
O amor
A dor
O rancor
Pra começar
O segundo post desse blog - um poema - foi a primeira coisa sem lead que escrevi em muitos anos.
Como boa psicopata (louca para ser descoberta), não resisti e mandei para um amigo que acusou o crime: me respondeu sem cair na armadilha. Não julgou e me desafiou a colocar tudo para fora.
Taí. Continuo escondida. Mas já é um começo
Por que Não estou gorda? Por que esse e o primeiro julgamento a que qualquer mulher dos 8 aos 80 está sujeita e eu só estou aqui porque tá na hora de parar de me preocupar com todas essas bobagens.
Como boa psicopata (louca para ser descoberta), não resisti e mandei para um amigo que acusou o crime: me respondeu sem cair na armadilha. Não julgou e me desafiou a colocar tudo para fora.
Taí. Continuo escondida. Mas já é um começo
Por que Não estou gorda? Por que esse e o primeiro julgamento a que qualquer mulher dos 8 aos 80 está sujeita e eu só estou aqui porque tá na hora de parar de me preocupar com todas essas bobagens.
Assinar:
Postagens (Atom)