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sexta-feira, 19 de junho de 2009

Como se tornar jornalista em 2009

Mesmo sendo jornalista e exercendo a profissão, nunca tive muita paciência para as discussões da classe. Mas essa decisão sobre o diploma de jornalismo me pegou em um momento bem sensível. Meu sobrinho decidiu fazer jornalismo e eu quase caí para trás.

Não que eu tenha nenhum tipo de arrependimento ou ache que a profissão vai acabar. Pelo contrário. Continuo acreditando no trabalho que me qualifiquei para fazer seja como repórter em um veículo de comunicação ou como assessora de comunicação (RP, para alguns) em uma agência ou empresa. O que questiono mesmo é a formação. Me formei há quase 15 anos e até hoje corro atrás do prejuízo.

Claro que muitas dessas falhas que tenho podem ser justificadas pelo excesso de autocrítica (citado em nove de cada dez entrevistas de emprego), pela minha história familiar e educacional antes da universidade e até pelas aulas que matei nos primeiros anos da faculdade. Mesmo assim, depois de alguns cursos na área de ciências sociais, de várias bibliografias lidas para provas de mestrado que nunca são feitas e de um MBA em gestão, confesso que adoraria ter 17 anos ou fôlego para encarar aos 35 uma nova graduação em ciências sociais, administração ou economia.

Alguns dos melhores jornalistas que conheço são economistas ou cientistas políticos. Talvez não fossem melhores economistas porque são jornalistas, mas com certeza são melhores jornalistas porque tiveram uma formação mais ampla e a chance de interagir com outros grupos. Afinal, com a informação disponível para todo mundo, é a formação e a capacidade de análise que diferencia os profissionais.

Se não é assim, por que nós, jornalistas, mais cedo ou mais tarde acabamos nos rendendo às pós-graduações que existem por aí? Não teria sido mais eficiente fazer o caminho inverso?

Um comentário:

  1. Renata, concordo que jornalista devia estudar mais, se especializar, mas também acho que as "teorias da comunicação" da vida, ensinadas na faculdade, são importante para dar uma base e algum senso crítico. É verdade que as faculdades são uma porcaria, mas essa é outra história...
    Parabéns pelo blog! Bem-vinda à blogosfera!

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