Não se conformava com o sumiço do Can Can. Era o seu preferido. Gostava das noites em que sentavam em volta da mesa, crianças e adultos, com seus copos de coca-cola ou de cerveja. Todos entendiam as regras simples do jogo.
O Can Can funciona assim: cada um recebe sua mão de cartas e vai descartando de acordo com uma combinação de cores e números. O que anima o jogo são os coringas. Tem carta para pular o próximo, inverter o jogo e encher a mão do outro. Pelas regras, é cada um por si. Na prática, com os coringas, os participantes acabam escolhendo seus aliados.
Mas teve o dia em que ficou triste com o fim da partida. O casal de primos se protegia e protegia os filhos. Ficou sozinha. Ele ficou do outro lado. A família dele eram os primos.
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Lembrou da história quando estava deitada na cama. Quase duas horas de uma madrugada de sábado. Ela deitou, mas não conseguiu apagar a luz. Tinha passado o dia perambulando pelos cômodos do apartamento. Faltava espaço, mas o embrulho no estômago não a deixava sair. Sabia que estava triste.
Iluminada pela luz branca viu que se repetia. Mais uma vez, não podia dividir a tristeza. Lembrou do livro que acabara de ler. A autora tenta se reconciliar com o casamento e ouve do futuro marido a promessa: "tanto faz o que eles dizem. Quando estivermos na nossa casa, teremos nossas próprias regras".
Não era a primeira vez que ficava sozinha com "as regras de nós dois". Lembrou do dia do Can Can. De repente, a cumplicidade sai da história sem aviso prévio. Difícil explicar a tristeza quando a partida acabou.
E aí? Parou? Cadê as novas histórias?! Volta!
ResponderExcluirBjs
Roberta
Tô tentando, Beta. Mas ando sem vontade.
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